Revista da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo

Online first

Revista Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo - Online first: 2021-12-20
Original article

Gait characteristics in people with diabetes classified in risk categories 0 and 2 of the IWGDF - International Working Group on the Diabetic Foot

Castro M, Fonseca P, Paiotti F, Pocinho M, Carvalho D, Vinha E, Vilas-Boas J

Abstract

Half the patients who have had diabetes for more than 20 years develop peripheral neuropathy, which leads to biomechanical disorders, particularly in the lower limbs. Gait assessment may be useful to detect diabetes impact on walking and limbs performance in an early stage. This study aims to characterize the gait of people with diabetes classified in categories 0 and 2 of the IWGDF Risk Classification System. 122 full-body walking trials of 10 patients with diabetes were analyzed with a Motion Capture system. The group without peripheral neuropathy shows a faster gait with higher cadence, greater stride and step length and less double stance time and stride width. Peripheral neuropathy group shows a trend to produce lower amplitude Ground Reaction force (Pillai's Trace=.913; F(18,40)=23.466; p <0.0001), and later in time (Pillai's Trace=.743; F(18,40)=6.436; p <0.0001). Gait spatiotemporal parameters, that are easily assessed in a clinical consultation, such as the stride width and length, the duration of the gait cycle and the double limb support phase, as well as the gait speed and the statures per second, can predict 58% (F=26.558; p<0.0001) the peripheral neuropathy. This study highlights the biomechanics differences in the gait of people with diabetes classified in different risk groups, and the importance of spatiotemporal gait parameters to identify the risk of peripheral neuropathy. Keywords: walking; biomechanics; diabetes; peripheral neuropathy.

Portuguese abstract

Metade dos pacientes com diabetes há mais de 20 anos desenvolve neuropatia periférica, que leva a distúrbios biomecânicos, principalmente nos membros inferiores. A avaliação da marcha pode ser útil para detetar o impacto da diabetes na marcha e no desempenho dos membros inferiores em estádios iniciais. Este estudo tem como objetivo caracterizar a marcha de pessoas com diabetes classificadas nas categorias 0 e 2 do Sistema de Classificação de Risco do IWGDF. Foram analisados com um sistema de análise de movimento tridimensional de corpo inteiro, 122 ensaios de marcha de 10 pacientes com diabetes. O grupo sem neuropatia periférica apresenta marcha mais rápida, com maior cadência, maior comprimento da passada e do passo e menos tempo de apoio duplo e de largura da passada. O grupo de neuropatia periférica mostra uma tendência para produzir uma força de reação ao solo de menor amplitude (Pillai's Trace=.913; F(18,40)=23.466; p <0.0001), e mais tardiamente (Pillai's Trace=.743; F(18,40)=6.436; p <0.0001). Os parâmetros espaciotemporais da marcha, facilmente avaliados na consulta, como a largura e o comprimento da passada, a duração do ciclo da marcha e a fase de apoio duplo do membro, bem como a velocidade da marcha e as estaturas por segundo, podem predizer 58% (F=26.558; p<0.0001) a neuropatia periférica. Este estudo destaca as diferenças biomecânicas na marcha de pessoas com diabetes classificadas em diferentes grupos de risco, e a importância dos parâmetros espaciotemporais da marcha para identificar o risco de neuropatia periférica. Palavras-chave: marcha, biomecânica, diabetes, neuropatia periférica

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