Revista da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo

Online first

Revista Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo - Online first: 2022-10-30
Clinical case

Diabetic Muscle Infarction in a 45-year-old male

Coelho T, Silva L, Moura R, Ferreira P

Abstract

Diabetic muscle infarction is a rare complication of diabetes mellitus, affecting patients with longstanding disease and poor glycemic control. A 45-year-old male, with history of longstanding (15years) type 2 diabetes, presented to the Emergency room with bilateral muscle leg pain and gait impairment. Neurological examination showed no neurological focal signs or impaired muscle strength. Urgent ultrasound examination of both thighs was compatible with ischemic muscle changes in the lateral left and medial right thigh muscles. Thigh magnetic resonance revealed bilateral infarction of the vastus medialis and left vastus lateralis muscles. The patient was started on anti-inflammatory drugs and low-dose aspirin. Pain resolved two weeks after admission and there was no gait limitation at discharge. Current data is limited on which therapeutic and management approaches should be indicated and future studies should further investigate the role of anti-inflammatory drugs in diabetic muscle infarction, as well as the impact of glycemic control on recurrence rates.

Portuguese abstract

O enfarte muscular diabético é uma complicação rara da diabetes, em casos de doença prolongada e mal controlada. Um homem de 45 anos, com história de diabetes tipo 2 de longa data (15 anos de evolução), apresentou-se no serviço de urgência com dor muscular bilateral nas pernas e comprometimento da marcha. O exame neurológico não mostrou sinais neurológicos focais ou diminuição da força muscular. A ecografia das coxas foi compatível com alterações musculares isquémicas. A ressonância magnética das coxas revelou enfarte bilateral dos músculos vasto medial e vasto lateral esquerdo. Foi iniciado tratamento com anti-inflamatórios e aspirina em baixa dose. A dor resolveu em duas semanas após a admissão e não havia limitação da marcha à alta. Os dados atuais são limitados sobre quais abordagens terapêuticas mais indicadas e estudos futuros devem investigar melhor o papel dos anti-inflamatórios no enfarte muscular diabético, bem como o impacto do controlo metabólico nas taxas de recorrência.