Revista da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo

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Revista Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo - Online first: 2021-03-02
Original article

A LONG-TERM COST-EFFECTIVENESS ANALYSIS OF TREATMENTS FOR TYPE 2 DIABETES IN PORTUGAL: ONCE-WEEKLY SEMAGLUTIDE 1 MG VERSUS ONCE-DAILY EMPAGLIFLOZIN 25 MG

Carvalho D, Costa C, Hallén N, Baker-Knight J, Hunt B

Abstract

Introduction Management of type 2 diabetes includes aiming to maintain glycemic control, reduce cardiovascular events, with a low risk of hypoglycemic events and avoidance of weight gain. The present analysis assessed the long-term cost-effectiveness of once-weekly semaglutide 1 mg versus once-daily empagliflozin 25 mg for the treatment of patients with type 2 diabetes mellitus with inadequate glycemic control on metformin monotherapy from a healthcare payer perspective in Portugal. Methods Long-term clinical and economic outcomes with once-weekly semaglutide 1 mg and once-daily empagliflozin 25 mg were projected using the IQVIA CORE Diabetes Model. Clinical inputs in terms of patient characteristics and the impact of treatments on risk factors were based on an indirect comparison conducted using patient-level data from four randomized controlled trials as, to date, there is no head-to-head clinical trial comparing the two interventions. In the modeling analysis, both treatments were added to metformin and continued until glycated hemoglobin exceeded a threshold of 7.5%, at which point patients switched therapy to basal insulin. Pharmacy and complication costs, expressed in 2019 Euros (EUR), and utilities were applied. Future outcomes were discounted at 4% per annum. Results Over simulated patient lifetimes, once-weekly semaglutide 1 mg was associated with increased life expectancy (12.80 versus 12.70 years) and quality-adjusted life expectancy (7.18 versus 6.98 quality-adjusted life years [QALYs]) compared with once-daily empagliflozin 25 mg. The benefits resulted from a reduced incidence and delayed onset of projected diabetes-related complications. Increased pharmacy costs with once-weekly semaglutide were partially offset by cost savings resulting from avoided diabetes-related complications, most notably cardiovascular disease and renal disease, with mean per patient cost savings of EUR 110 and EUR 88, respectively. This led to an overall cost increase of EUR 2,804 per patient with once-weekly semaglutide (EUR 24,845 versus EUR 22,041). Once-weekly semaglutide was associated with an incremental cost-effectiveness ratio of EUR 14,114 per QALY gained versus once-daily empagliflozin. Conclusions Compared with once-daily empagliflozin 25 mg, once-weekly semaglutide 1 mg was projected to be a cost-effective treatment from a healthcare payer perspective for patients with type 2 diabetes in Portugal.

Portuguese abstract

Introdução A gestão da diabetes tipo 2 inclui a manutenção do controlo glicémico reduzindo eventos cardiovasculares, com risco diminuído de hipoglicemias ou aumento do peso corporal. A presente análise avaliou a relação custo-efetividade a longo prazo de semaglutido 1 mg semanal versus empagliflozina 25 mg diário, na diabetes mellitus tipo 2 inadequadamente controlada com metformina, em monoterapia, na perspetiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal. Métodos Os resultados clínicos e económicos do tratamento com semaglutido 1 mg semanal e empagliflozina 25 mg diário foram projetados utilizando o IQVIA CORE Diabetes Model. Pela ausência de ensaios clínicos comparativos diretos, as características dos doentes e o impacto dos tratamentos nos fatores de risco basearam-se numa comparação indireta utilizando dados individualizados dos participantes de quatro ensaios clínicos aleatorizados incluídos. Na análise modelada, os tratamentos adicionados à metformina foram mantidos até que a hemoglobina glicada ultrapassasse o limiar 7,5%, momento em que os doentes transitaram para insulina basal. Foram considerados custos das complicações e da medicação, em Euros (2019), e aplicadas as utilidades geradas através da qualidade de vida relacionada com saúde. Aos custos projetados aplicou-se um desconto 4% ao ano. Resultados O semaglutido 1 mg foi associado a um aumento da esperança de vida (12,80 versus 12,70 anos) e da esperança de vida ajustada pela qualidade de vida (7,18 versus 6,98 anos de vida ajustados pela qualidade de vida [QALYs]) comparativamente a empagliflozina 25 mg. Estes benefícios resultam da menor incidência e do atraso no aparecimento das complicações da diabetes. Os custos adicionais com a medicação associados a semaglutido foram parcialmente compensados pela redução dos custos das complicações evitadas, especialmente doença cardiovascular e renal, em média de 110 EUR e 88 EUR, respetivamente, por doente. Isto conduziu a um balanço final de 2.804 EUR por doente (EUR 24.845 versus EUR 22.041). O semaglutido foi associado a um rácio custo-efetividade incremental de 14.114 por QALY ganho versus empagliflozina. Conclusões Quando comparado com empagliflozina 25 mg diário, o semaglutido 1 mg semanal é um tratamento custo-efetivo no tratamento da diabetes tipo 2, conforme projeções a longo prazo, na perspetiva do SNS em Portugal.